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Energia: estudo aponta para desafios cruciais na Península Ibérica
Estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) analisa os desafios da Península Ibérica em termos energéticos
22 de julho, 2025

Crédito da Foto: Pixabay
Portugal e Espanha têm condições para liderar a transição energética europeia e captar oportunidades de industrialização verde, graças a recursos renováveis abundantes, capacidade técnica e instituições robustas. Esta é a principal conclusão do 4º policy paper realizado em parceria com a Brookings Institution, publicado pela FFMS. A investigação alerta, contudo, que há desafios cruciais que a Península Ibérica tem de ultrapassar para aproveitar o seu potencial.
Os autores realçam, no resumo da investigação, que «embora dependessem menos dos combustíveis fósseis russos do que outros Estados-membros da União Europeia (UE), Portugal e Espanha também sofreram com o aumento abrupto dos preços da energia e com a instabilidade do mercado energético provocados pela crise energética europeia de 2022».
Contudo, reconhecem que ambos os países reagiram «prontamente à crise, negociando medidas de política energética ao nível da UE - entre as quais, o ‘mecanismo ibérico’, a aplicar aos mercados de eletricidade da Península Ibérica, que limitou temporariamente o preço do gás utilizado na produção de eletricidade - e avançando com várias outras medidas internas para reduzir os preços da eletricidade».
«Devido aos seus terminais de gás natural liquefeito (GNL) e às importações dos Estados Unidos e da Nigéria, a Península Ibérica resistiu à crise e apoiou a França através da exportação de gás e eletricidade em níveis nunca antes vistos. Caso houvesse maior capacidade de interligações, a Península Ibérica teria contribuído mais acentuadamente para a segurança energética da UE», lê-se.
Além disso, a expansão da interligação entre a Península Ibérica - «muitas vezes descrita como uma ilha de energias renováveis - e o resto da Europa tornou-se uma prioridade para a autonomia estratégica e para a competitividade da UE».
Aceder ao estudo aqui.
Contudo, reconhecem que ambos os países reagiram «prontamente à crise, negociando medidas de política energética ao nível da UE - entre as quais, o ‘mecanismo ibérico’, a aplicar aos mercados de eletricidade da Península Ibérica, que limitou temporariamente o preço do gás utilizado na produção de eletricidade - e avançando com várias outras medidas internas para reduzir os preços da eletricidade».
«Devido aos seus terminais de gás natural liquefeito (GNL) e às importações dos Estados Unidos e da Nigéria, a Península Ibérica resistiu à crise e apoiou a França através da exportação de gás e eletricidade em níveis nunca antes vistos. Caso houvesse maior capacidade de interligações, a Península Ibérica teria contribuído mais acentuadamente para a segurança energética da UE», lê-se.
Além disso, a expansão da interligação entre a Península Ibérica - «muitas vezes descrita como uma ilha de energias renováveis - e o resto da Europa tornou-se uma prioridade para a autonomia estratégica e para a competitividade da UE».
Aceder ao estudo aqui.